Arrogância.
Orgulho. Incompetência. Tudo isso junto a um péssimo assessoramento e
um pequeno bando de puxa-sacos está levando definitivamente a Busscar
para a falência. Após a derrota na assembleia dos credores, que os
acionistas e representantes da empresa insistem em negar mesmo após o
Juiz afirmar com todas as letras que o caminho seria a falência se ela
não fosse adiada, os credores quirografários, com garantias reais e
classe dos trabalhadores esperavam humildade da Busscar. Não é o que se
vê, e que está estampado hoje n a capa do Jornal A Notícia de Joinville,
em matéria que reproduziremos logo mais abaixo.
O nariz empinado desses gestores que já comprovaram sua incompetência
continua tão ou mais para cima que antes. Em recente matéria plantada,
sim plantada em um jornal da cidade, o advogado que representa a Busscar
disse que tudo caminhava bem “desde que” todos concordassem com o que
eles querem, e disse mais: que a vitória na classe dos trabalhadores
estava garantida! Mais uma do leque de mentiras que eles costumam
utilizar nas suas entrevistas, até porque o que se viu na assembleia foi
outra coisa. E ainda tem a possibilidade de os trabalhadores que foram
pressionados, aliciados, assediados a assinar procurações para a empresa
a cancelarem, e aí não terá mais chororô. Aliás, o que mais se viu na
assembleia dos credores foi desespero dos seguidores da família
Nielson.
A sociedade joinvilense já está vacinada contra essas manobras da
Busscar. A credibilidade já não existe mais, assim como eles ainda
pensam que são donos de ações da empresa, o que já não são há tempos
pelo tamanho das dívidas, pelas penhoras e ações como a do Sindicato dos
Mecânicos que conseguiu a penhora e bloqueio dos bens para garantia de
pagamento dos salários e direitos em atraso, a mesma ação que empurrou
os acionistas e pedirem a Recuperação Judicial no último minuto antes do
início dos leilões.
Aos trabalhadores que acompanham o site do Sindicato, um aviso: caso não
apareça um novo Plano, o Plano que a Busscar apresentou sob vaias
ensurdecedoras no Centreventos será colocado em votação, e o Sindicato
dos Mecânicos mantém sua orientação de voto Não, assim como todos os
grandes credores. Segundo a matéria, os credores agora vão se reunir
para construir um Plano Alternativo para poder contrapor na assembleia
geral, que deve ser retomada nos próximos 30 dias. Há a possibilidade
também de o Juiz, cansado de ser enrolado também pela Busscar, decida
unilateralmente como já o fez na assembleia, suspendendo-a.
Confira abaixo a matéria que está no jornal A Notícia:
“A primeira reunião entre o advogado dos ex-sócios da Busscar, Dicler de
Assunção, e os representantes da companhia desde a suspensão de sua
assembleia de credores, terminou nesta quinta-feira em São Paulo com um
sinal amarelo para a empresa. Segundo Dicler, ao mesmo tempo em que
havia um clima amistoso entre os presentes, não há consenso para salvar a
fabricante de carrocerias de ônibus da crise que se arrasta por quase
dez anos e a levou a entrar em recuperação judicial no processo que
corre desde outubro do ano passado na 5ª Vara Cível de Joinville.
A distância entre as visões para a solução do problema é muito grande. O
Cláudio (Nielson, presidente da Busscar) insiste numa determinada
concepção e não abre mão disso. E acaba que aquilo que o juiz Maurício
Cavallazi Povoas pretendeu, que era abrir um prazo para negociações, não
vai ocorrer. Eu acho que não vai resultar em nada diferente daquilo que
eles já estão propondo. A impressão é que podemos continuar
conversando, mas não vamos evoluir para nada, afirma.
A negociação da empresa com os ex-sócios da Busscar, Randolfo Raiter e
Valdir Nielson, é crucial para a empresa. Juntos, Raiter e Nielson
possuem 52% dos créditos da classe de credores quirografários, ou seja,
aqueles que não tem garantias. Como maioria, o voto deles no “não” ou no
“sim” ao plano decide a falência ou a sobrevivência da companhia. Sem
disposição para continuar as negociações, Dicler argumenta que a solução
será reunir-se com os principais credores do grupo Busscar para
construir uma proposta alternativa ao atual plano da companhia.
Segundo ele, não será possível apresentar uma proposta detalhada na
retomada da assembleia, por não ter acesso aos números da empresa. O
advogado pretende se encontrar com representantes de bancos e os
principais credores fornecedores na próxima semana. Nossa esperança está
na rejeição do plano atual para que consigamos aprovar nossa proposta
alternativa, que tem um caráter mais conceitual no momento diz.
Em nota, Cláudio Nielson, disse que o encontro serviu para “discutir com
grande franqueza diversas alternativas para a solução dos créditos
desses credores”. Segundo ele, Dicler informou que “via com bons olhos” a
possibilidade de venda da Busscar como unidade produtiva isolada. E
completou: A diretoria e as consultorias contratadas para o processo de
recuperação judicial estão analisando tecnicamente as propostas
discutidas para verificar se são compatíveis com o fluxo de caixa e as
condições de pagamento previstas para a retomada gradual da produção da
empresa. A Busscar ressalta que a proposta de recuperação judicial
sempre levará em consideração o pagamento de 100% dos credores,
incluindo o fisco.
Com informações: Salvador Neto e Jornal A Notícia
Publicada pelo Fortalbus

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