sábado, 23 de julho de 2011

Especiais : O rei das estradas: Nielson Diplomata

Com Informações do CN BUS

Um Diplomata circulando nos dias de hoje
Em 17 de setembro de 1946, os descendentes de suecos Augusto Bruno Nielson e Eugênio Nielson abriram uma marcenaria em Joinville. Faziam móveis, esquadrias, balcões de madeira. Um ano depois, a Nielson & Irmão reformava a primeira carroceria de ônibus. Pouco depois, em 1949, eles montaram uma jardineira com estrutura totalmente de madeira, sobre um chassi Chevrolet Gigante. Era a semente de um negócio que em poucas décadas se transformaria em um importante fabricantes de ônibus no mercado mundial.

Com a entrada de Harold Nielson (filho mais velho de Augusto) em 1956, a empresa tomou novos rumos e caminhou a passos largos na vanguarda do segmento no Brasil, destacando-se com produtos inovadores e revolucionários, entre eles o Nielson Diplomata, lançado em 1961.

Mas por que, o Nielson Diplomata representou uma grande revolução no mercado dos ônibus? Vamos levar em consideração diversos fatores.

O primeiro deles é como ele é construído, pois nos anos de 60, 70 e 80, quando houve uma grande procura por ônibus rodoviários, para ligar cidades, os diplomatas são construídos de materiais diferenciados, além disso todos eles são bem montados, de tão montados em que eles, até hoje, estão aguentando e de maneira mais firme possível, mesmo estando em empresas em que a manutenção nos veículos não são bem priorizadas.

O segundo fator é o sucesso de vendas. Sucesso porque os Diplomatas, mesmo custando mais do que outros modelos equivalentes, eles conseguem oferecer algum tipo de conforto e sofisticação, para o passageiro e menor custo de manutenção, como dito acima, por ser carroceria bastante resistente, para a empresa.

História.

Diplomata 1961
O Primeiro Nielson Diplomata surgiu em 1961, tendo o teto em dois níveis e janelas em diagonal.
O modelo moderno, com as janelas inclinadas, mesclando linhas retas e angulares e grades com frisos cromados representavam uma evolução no mercado. Além destes aspectos, a indústria de ônibus brasileira seguiu os exemplos de estrutura do Diplomata, com materiais mais sofisticados para a categoria de serviços que era destinado, mas de manutenção simples. Alguns materiais como alumínio e fibras eram utilizados também para deixar o veículo mais leve e quanto menos peso o motor tiver de carregar, melhor será seu desempenho e maior sua velocidade, mesmo em situações mais exigentes.

Diplomata 1968
O Diplomata 1968 seguiu os mesmos traços de sua versão anterior, entretanto não veio com máscaras e também manteve dois níveis de teto e janelas em diagonal.

A novidade neste modelo é o comprimento do veículo, que é maior, entretanto não há diferenças significativas entre este modelo e o modelo anterior.



Diplomata 1970
Dois Anos depois, é lançada uma nova verão do Diplomata, que é o Diplomata 1970.

A grande diferença entre este diplomata e o da versão anterior é o local do seu itinerário, em que não passa ser mais na carroceria e sim atrás do vidro frontal, além disso não há divisória, por ferro, dos vidros frontais, passando a ser adotado um modelo que é utilizado hoje em dia.



Diplomata JO
Em 1974, é lançado o Diplomata JO.

A versão já apresentava uma nova tendência: teto de dois níveis, só que com a caída mais para a frente do veículo e mais discreta, sendo esta a principal diferença entre este modelo e da versão anterior.





Diplomata articulado
Em 1977, a Nielson ousa em lançar o primeiro ônibus articulado padrão rodoviário brasileiro. O veículo é na realidade uma base do Diplomata da série 260, a ser lançado em 1978.

Apesar de ser uma grande novidade para o transporte rodoviário, este modelo acabou sendo um fracasso de venda, sendo este o primeiro fiasco da marca Nielson, em que a fabricante irá recuperar os prejuízos mais tarde.


Diplomata série 260
Após o fiasco do diplomata articulado, em 1979, a Nielson aproveita o visual do Diplomata articulado e lança a série 260 dos Diplomatas.

Com esta série, passa a ser possível a fabricação de veículos com o chassi dianteiro, em que na realidade nesta época, iniciava-se a fabricação do chassi Mercedes - Benz OF1113, chassi este que era bastante empregado em veículos de viagens curtas e também para veículos de transporte coletivo.

Atualmente, vemos inúmeros diplomatas desta série fazendo transporte de fretamento de trabalhadores e estudantes, além disso é bastante empregado para excursões de baixíssimo custo.

Com o diplomata da série 260, houve um sucesso indiscutível de vendas deste modelo.

Diplomata série 300
Em 1983, foi lançada a ultima série dos diplomatas: A série 300.

Esta série foi marcada pela variedade de versões e a flexibilidade do modelo.

A versão mais simples era do Diplomata 310, usada para serviços de fretamento, linhas regulares rodoviárias de pequena e média distância e linhas seletivas intermunicipais.

É difícil saber qual cidade não teve um Diplomata 310 circulando.

Esta série de Diplomatas poderia ser encarroçada sobre a mais ampla gama de chassis.

O diplomata 380 é considerada a versão top do diplomata, pois além de ser um veículo maior, ele, no início, foi utilizado para transporte de alto padrão e de luxo. Atualmente, existem ainda empresas que utilizam Diplomata 380 para transporte de luxo, oferecendo leito, ar condicionado e até mesmo serviço de bordo.

Além disso, o Diplomata 380 tinha um funcionamento mais que perfeito com os chassis de motor entre eixos da Volvo, entre eles o B58 e B10M. Para terem uma ideia, estes chassis além de terem uma alta autonomia, eles dificilmente quebram, pois o custo de manutenção é bastante reduzido nestes dois chassis, além da alta resistência deste modelo de Diplomata, sendo este considerado o "Rei das estradas".

Resumindo

O Diplomata foi reponsável também por dar passagem para uma nova marca. Por decisão estratégica da família Nielson e pensando nas questões concernentes à segurança pessoal, em 1990, os responsáveispela encarroçadora lançariam oficialmente a marca Buuscar. Inicilamente Busscar – Nielson, para associar a nova marca à tradição e à qualidade dos produtos da Nielson, que logo assumiria o único posto de identificação da mepresa.

No início dos anos de 1990, a família Diplomata deixaria caminho aberto para os modelos El Buss e Jum – Buss, que logo assumiriam o catálogo de produtos rodoviários da empresa.

Mas como todo Diplomata tem a missão de representar, o Diplomata da Nielson representou muitoi mais que uma marca.

Foi responsável direto não só na Nielson, mas em toda a indústria, nacional, por inovações que tornaram o mercado produtor de ônibus um dos mais respeitads do mundo. Ele nasceu para atender uma tendência e acabou determinado estilos, não só de design, como também de métodos de fabricação.

Logo se flexibilizou às diversas necessidades dos operadores. Vivenciou momentos de evolução da indústria de chassis, sendo que uma mesma série foi utilizada para diferentes modelos de plataforma de cada montadora. Assim, foi contemporâneo às transições de chassis da Scania, Mercedes Benz, Volvo. Às vezes essas montadoras mudavam de modelos e o Diplomata estava prointo para encarroçá-los, mesmo ainda sendo de série antiga.
Assim, a carroceria se adaptava para ter rodasmais à frente, balanço traseiro maiores ou menores, chassis com grande ou pequena distância do solo, mais largos, mais compridos, entre outras alterações que como um vedadeiro Diplomata, o ônibus da Nielson dava solução sem geraer nenhum conflito.

E a exemplo de um diplomata, o modelo tinha classe, o que o fazia, desde suas versões mais simples até às mais luxuosas, abrilhantar os caminhos por onde passasse.

Este foi o Diplomata, modelo erterno para quem apreciava conforto e qualidade, mesmo sem entender da parte técnica ou dos nomes dos ônibius.

Fonte da pesquisa:

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