O Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por meio de seu
estudo “Brasil em Desenvolvimento: Estado, Planejamento e Políticas
Públicas”, divulgado recentemente, afirmou que a União deveria ser mais
participativa no desenvolvimento de sistemas de mobilidade sustentáveis
nas grandes metrópoles brasileiras, com a criação de programas de
investimento diretos e também cobrindo as dificuldades de Estados e
municípios neste quesito.
Segundo o levantamento, os desafios para a promoção da mobilidade urbana
são grandes e exigem soluções mais consistentes. Para o Instituto, o
País precisa de incentivos para um transporte público coletivo, que seja
rápido, seguro, confortável e com tarifas acessíveis. A entidade aponta
a importância de incentivar este tipo de serviço tendo em vista o
avanço do transporte individual nas cidades brasileiras.
O levantamento indica que o Governo deveria buscar novas formas de
investimentos em mobilidade. De acordo com os pesquisadores, as duas
principais alternativas seriam a formação de consórcios públicos e
parcerias público-privadas. O Ipea afirma que os projetos para melhoria
no transporte não deveriam ficar restritos aos inscritos no PAC
(Programa de Aceleração ao Crescimento), e que a competência de
realiza-los se divide nos níveis estaduais, municipais e federal.
Segundo o levantamento, duas opções para o transporte público de
passageiros de qualidade, já vem sendo adotadas pelo Brasil e mundo, e
deveriam ser incentivadas: o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o
Sistema de Ônibus de Rápido (BRT). Os modelos apresentam custos menores
de instalação e maior flexibilidade operacional – podendo atuar em
tráfego misto ou em vias exclusivas.
De acordo com o estudo, o preço por quilômetro das duas instalações não é
muito alto. O custo do VLT, por exemplo, em Brasília foi de R$ 60
milhões a cada mil metros, enquanto em Fortaleza este valor foi de R$ 20
milhões. Já o BRT foi orçado em R$ 20 milhões por quilômetros, montante
que não ultrapassa 15% dos recursos necessários para construção de uma
mesma área do metrô.
Enquanto estes sistemas aparecem como uma alternativa barata, a opção
por metrô tem se demonstrado uma das mais caras. A pesquisa revela que o
preço por quilômetro da malha metroviária varia de R$ 100 milhões a R$
290 milhões. Para que São Paulo chegasse, por exemplo, aos números da
extensão do metrô da Cidade do México, que é de 200 quilômetros, seriam
gastos aproximadamente R$ 38 bilhões.
Se as 39 regiões metropolitanas brasileiras adotassem o padrão seguido
na capital mexicana – dez quilômetros de metrô para cada milhão de
habitantes –, mais 600 quilômetros de metrô deveriam ser construídos no
Brasil. O custo seria de R$ 85 bilhões, considerando um investimento
médio de R$ 130 milhões por quilômetro. O valor dobraria se fosse
seguido o padrão observado em cidades como Londres e Paris, que possuem
menos de 500 mil habitantes para cada dez quilômetros de linha
metroviária.
Fonte: Webtranspo
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário