O aumento de 10,91% na passagem municipal pedido pelo sindicato patronal
na reunião é baseado principalmente no aumento de custos com
combustível e com a folha de pagamento de pessoal (recentemente foram
concedidos aumentos nos salários de motoristas e cobradores), a inflação
do período (o último aumento na passagem ocorreu em janeiro de 2011) e
as melhorias na frota, como foi acordado entre a prefeitura e o Seturn
em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) de 2007. Somando-se todos estes
custos, de acordo com o Seturn, o preço da passagem deveria já ter
atingido o patamar de R$ 2,42. "Além de tudo isto ainda recai sobre o
usuário do transporte, que é a única fonte de custeio, os pagamentos da
gratuidade, do Passe Livre,
do Prae (Programa de Acessibilidade Especial - Porta a Porta).
Precisamos equacionar esta conta", justifica o diretor de comunicação do
Seturn, Augusto Maranhão.
Partindo da declaração de Micarla sobre uma possível compensação para as
empresas, o sindicato acredita que poderá ter-se uma saída para barrar o
aumento. "Pela primeira vez vejo a possibilidade de uma saída
inteligente. Foi percebido que o transporte só tem duas formas de
custeio, o usuário ou o subsídio. Assim, formaremos um grupo de trabalho
para discutir meios de contornar esta situação. No entanto, ainda não
temos previsão para quando haverá reunião", informou Maranhão.
O sindicato propõe, previamente, uma redução na carga tributária como
uma das saídas. "Somente em dois impostos já poderíamos ter um grande
retorno: o ISS (Imposto Sobre Serviços), que é municipal, e o ICMS
(Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel, do
Estado. Um exemplo é que o querosene de aviação não é mais tributado.
Cada um destes é responsável por 5% da carga de impostos. Não tem
cabimento o usuário pa gar tributos como ISS em transporte", pontua o
diretor de comunicação do Seturn.
Para a prefeitura, no entanto, a situação não é tão simples. De momento,
a única confirmação por parte da administração municipal é de que não
haverá aumento. Pelo menos por hora. "É certo de que o preço
da passagem não subirá. Não haverá repasse ao cidadão, mas é natural
que o Seturn apresente uma proposta de aumento. No mais, não podemos
assegurar que amanhã o ISS vai deixar de ser cobrado", explica o
secretário municipal de tributação André Macedo. Segundo ele, ainda
haverá uma reunião entre a equipe econômica do município - secretarias
municipais de Tributação (Semut) e de Planejamento (Sempla) - para
estudar as propostas do Seturn e também buscar novas saídas.
Fonte: Diário de Natal

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