quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Conheça Mais: Riograndense

Quando as estradas de barro cortavam o interior e a travessia de rios era feita em canoas, um homem sonhou transportar os norte-riograndenses; levá-los mais longe a cada dia. Eram os idos de 1951 e Vicente Alves Flor juntou esforço e trabalho, e com a ajuda de seu irmão Luiz Flor, adquiriu o seu primeiro ônibus, criando a empresa que viria a ser a Viação Riograndense. 




Vicente e seu ônibus faziam a linha Natal/Nova Cruz/Natal, 3 vezes por semana, contando com a colaboração de José Viegas Flor, Luiz Flor Sobrinho, Clovis Bezerra de Lima, e seus filhos Valter e José na fiscalização e atendimento aos passageiros, e como motoristas seus sobrinhos Luiz e "Dedé" Flor Filho. O primeiro motorista profissional, e amigo para a vida toda, foi João França de Medeiros. Era uma época em que a amizade e a família faziam uma grnade empresa e ajudavam a superar obstáculos, como transportar os passageiros nos braços através dos rios.

Foram anos até comprar o segundo ônibus, passando a fazer a linha Santo Antônio/Natal; mas só em 1957 viria o primeiro ônibus zero quilômetro, por 1.400 contos de reis. A dificuldade em pagar a dívida foi que estimulou Vicente a aceitar a sugestão de seu motorista João França e colocar o ônibus fazendo a linha Natal/São Paulo/Natal. Eram 14 dias de viagem, ida e volta, em um percurso difícil, desgastante. Quando a linha principal de Nova Cruz
 voltou a promover melhoras na receita, a empresa deixou de fazer a linha de São Paulo, voltando a se concentrar no seu objetivo que era, e ainda é, atender o povo de todo o Rio Grande do Norte. Eram tempos em que cada Ônibus adquirido era apresentado à população de Nova Cruz, com direito a madrinha, Dona Joanita, e com um coquetel de comemoração. 

   Quando atingiu uma frota de 12 ônibus, Vicente passou a contar com a colaboração da esposa Dona Ivone e das filhas menores Maria de Lourdes e Iraneide, além de Dona Bela que ajudava na criação dos filhos e preparava as refeições da família e dos funcionários.
As carrocerias dos ônibus eram confeccionadas por Francisco Erasmo, na avenida 12, em Natal, e a manutenção era feita pelo próprio Vicente Flor e seus motoristas em frente a sua casa. Com o crescimento da frota, a empresa passou primeiro para uma garagem na mesma rua, com oficina e com escritórios e, então, para o
terreno da avenida Interventor Mário Câmara, na Cidade da Esperança, onde funciona até hoje. Em 1º de setembro de 1979, a empresa mudou sua razão social para Viação Rio Grandense Ltda, com Vicente, Dona Ivone, e seus filhos como proprietários. Hoje, a Riograndense tem 118 ônibus, 498 funcionários, 40 linhas intermunicipais, 06 linhas urbanas e é considerada uma das maiores do estado e respeitada pela qualidade de seu serviço.
 

 


Nenhum comentário:

Postar um comentário