quarta-feira, 14 de maio de 2014

Taxistas protestam contra indefinição de trabalho na mudança de aeroportos do RN


Taxistas que trabalham no Aeroporto Internacional Augusto Severo (IATA), em Parnamirim, interditaram as vias ao redor da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (14) em protesto. Os motoristas querem uma definição sobre o funcionamento dos táxis quando o Aeroporto Internacional Governador Aluizio Alves (ASGA), em São Gonçalo do Amarante, começar a operar no dia 22 de maio.
O secretário da Cooperativa de Taxistas (Coopertaxi), Altamir Bezerra, afirmou que tanto os trabalhadores que dependem do aeroporto, como o município de Parnamirim irá perder com o fechamento do IATA.
(Foto: Wellington Rocha)
“Não queremos tomar emprego de ninguém, mas nós não queremos ficar desempregados”, declarou Bezerra (Foto: Wellington Rocha)
“Nós estamos perdendo social, politica e economicamente. Vamos perder o emprego. Não queremos tomar emprego de ninguém, mas nós não queremos ficar desempregados”, declarou o representante. Atualmente, 74 táxis circulam no Augusto Severo, com rotatividade de três motoristas durante 24 horas.
Altamir apresentou a influência do Aeroporto Augusto Severo aos 240 mil habitantes de Parnamirim. Segundo ele, R$ 5 milhões são gerados pelo Augusto Severo, além de dois milhões de reais em impostos, injetados na economia do município da Grande Natal. Quatro mil pessoas estão empregadas no aeroporto.
A sugestão do representante dos taxistas é relocar os taxistas que trabalham no Augusto Severo a se juntarem aos 120 taxistas cadastrados para trabalhar no novo aeroporto do Rio Grande do Norte.
“Pelo nosso conhecimento, precisa de pelo menos 200 táxis para suprir a demanda. Gastamos cerca de 40 minutos para ir para Ponta Negra, a viagem mais feita por nós, e ainda falta carro no turno. Com o novo aeroporto, o percurso seria feito em pelo menos duas horas”, explicou Altamir Bezerra que completou, “queremos sensibilizar os deputados, a governadora Rosalba Ciarlini para que possa nos ajudar e mudar a situação para continuarmos empregados”.
(Foto: Wellington Rocha)
Taxistas acompanharam a audiência pública na AL sobre o futuro do Augusto Severo (Foto: Wellington Rocha)
O taxista João Afonso trabalha há cinco anos no Augusto Severo e está temeroso com o futuro incerto. Ele relata que trabalhar no aeroporto garante uma boa condição de vida para a família que depende apenas dessa renda.
“Estamos tentando conseguir algo para continuarmos trabalhando, este é o ofício da gente. Minha família depende da renda do taxi, que é melhor e é de certa forma fixa. Voltar a circular na rua será complicado”, declarou João.
Audiência pública
A indefinição sobre o futuro do Augusto Severo foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (14), proposta pelo deputado Antônio Jácome (PMN) e subscrita pelo deputado Gilson Moura (Pros).
Jácome afirmou que a audiência tem o propósito de diminuir as dúvidas geradas com o funcionamento do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.
(Foto: Wellington Rocha)
“A Infraero tem a obrigação de esclarecer essa situação”, disparou Antonio Jacomé (Foto: Wellington Rocha)
“Primeiro, temos que saber quem determinou a desativação do Augusto Severo, a Infraero ainda não comunicou ao Governo do Estado, a Assembleia Legislativa. Segundo, saber sobre esse contrato de cessão de uso feito com a Força Aérea, se ainda está valendo, e terceiro, qual a compensação para os lojistas e taxistas. Um problema econômico será gerado. Pouca coisa está esclarecida”, declarou Jacomé.
O parlamentar criticou a ausência do superintendente da Infraero no Rio Grande do Norte, Adailton Gomes Teixeira, na audiência. Segundo Antonio Jacomé, “a Infraero não autorizou a presença do superintendente”.
“A Infraero tem a obrigação de esclarecer essa situação. Como a estrutura será desativada com os problemas do novo aeroporto, a questão do acesso, da infraestrutura”, afirmou Jacomé.

Fonte: Portal no Ar

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