Taxistas que trabalham no Aeroporto Internacional Augusto Severo (IATA), em Parnamirim, interditaram as vias ao redor da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (14) em protesto. Os motoristas querem uma definição sobre o funcionamento dos táxis quando o Aeroporto Internacional Governador Aluizio Alves (ASGA), em São Gonçalo do Amarante, começar a operar no dia 22 de maio.
O secretário da Cooperativa de Taxistas (Coopertaxi), Altamir Bezerra, afirmou que tanto os trabalhadores que dependem do aeroporto, como o município de Parnamirim irá perder com o fechamento do IATA.

Altamir apresentou a influência do Aeroporto Augusto Severo aos 240 mil habitantes de Parnamirim. Segundo ele, R$ 5 milhões são gerados pelo Augusto Severo, além de dois milhões de reais em impostos, injetados na economia do município da Grande Natal. Quatro mil pessoas estão empregadas no aeroporto.
A sugestão do representante dos taxistas é relocar os taxistas que trabalham no Augusto Severo a se juntarem aos 120 taxistas cadastrados para trabalhar no novo aeroporto do Rio Grande do Norte.
“Pelo nosso conhecimento, precisa de pelo menos 200 táxis para suprir a demanda. Gastamos cerca de 40 minutos para ir para Ponta Negra, a viagem mais feita por nós, e ainda falta carro no turno. Com o novo aeroporto, o percurso seria feito em pelo menos duas horas”, explicou Altamir Bezerra que completou, “queremos sensibilizar os deputados, a governadora Rosalba Ciarlini para que possa nos ajudar e mudar a situação para continuarmos empregados”.

“Estamos tentando conseguir algo para continuarmos trabalhando, este é o ofício da gente. Minha família depende da renda do taxi, que é melhor e é de certa forma fixa. Voltar a circular na rua será complicado”, declarou João.
Audiência pública
A indefinição sobre o futuro do Augusto Severo foi tema de uma audiência pública na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (14), proposta pelo deputado Antônio Jácome (PMN) e subscrita pelo deputado Gilson Moura (Pros).
Jácome afirmou que a audiência tem o propósito de diminuir as dúvidas geradas com o funcionamento do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

O parlamentar criticou a ausência do superintendente da Infraero no Rio Grande do Norte, Adailton Gomes Teixeira, na audiência. Segundo Antonio Jacomé, “a Infraero não autorizou a presença do superintendente”.
“A Infraero tem a obrigação de esclarecer essa situação. Como a estrutura será desativada com os problemas do novo aeroporto, a questão do acesso, da infraestrutura”, afirmou Jacomé.
Fonte: Portal no Ar

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